05 agosto, 2009

.re.ca.dos.

Assim que abriu a porta do apartamento viu a luz da secretária eletrônica piscando. O coração parecia querer saltar pela boca. Tinha certeza que o recado seria dele. Não que ele nunca tivesse feito isso, mas todas as vezes que ouvia a voz dele do outro lado da linha parecia que era a primeira vez.
A voz meio rouca, o nervosismo, e a fala mansa que tanto a encanta.
Largou as sacolas de compras pelo chão, as chaves em cima da mesa e correu para apertar o botão: "Oi, sou eu! Não é nada demais... Só senti saudades! Te ligo mais tarde."
E ela saiu valsando pela sala, sentindo como se seus pés estivessem flutuando. Ela iria se perfurmar e esperaria ansiosa pela ligação, que sabia, não demoraria para acontecer."

.Luana Pavonelle.

Imagem
Daqui.

4 comentários:

Vanessa M. disse...

Oi, Luana.
Obrigada pela visita no meu blog. Apesar de está aqui muito tempo depois dos comentários, quero dizer que é bem vinda lá. Retorne quando quiser.
Estou sem tempo de postar com a frequência de antes, mas pelo menos uma vez no mês ou mais tem algo lá.
Pode deixar sua essência lá...fique a vontade.
Beijo grande


ps: esse post me lembrou o quanto de sentimento, tremor as vezes sentimos em apenas ouvir a voz da pessoa no outro lado da linha. Muitas vezes é como se ela falasse baixinho nos nossos ouvidos estando ao lado.

Jaya disse...

Essa coisa de flutuar com palavras ditas, ouvidas, cantadas, gritadas... Sei bem como é, Luana.

Achei lindo aqui, viu?

E obrigada pelo comentário simpático. Volta? Eu vou gostar de te ter, lá.

[E tô abrindo uma janela pra você].

Tatá disse...

Esmiucei imagens e trouxe sensações, pra mim.

Doce, moça. Extremamente!

Coração Alado disse...

estou amando tudo aqui!!
você é tão simples e tão bonita...
consigo imaginar essa cena.
:)